O futuro do futuro

O futuro do futuro

Pouco mais de três meses nos separam do momento em que o mundo foi novamente mergulhado num turbilhão de tormenta e angústias. 

A 24 de fevereiro de 2022, a Federação Russa decide, de forma unilateral, injustificada e brutal invadir a soberania e autodeterminação do povo ucraniano.

Muito já foi dito até hoje. Muito aconteceu no entretanto. Mas sinto, que jamais poderia deixar passar em branco a terrível coexistência com a guerra que vivemos nestes dias.

É de guerras que esta década tem sido feita.

Guerras contra crises financeiras e económicas. Guerras contra pandemias, crises sociais e sanitárias. Guerras contra a opressão, brutalidade e intolerância.

Mas por entre as maiores provações do nosso tempo, temos assistido a autênticas lufadas de ar fresco nos valores democráticos e humanistas que nos enchem de esperança de que o futuro ainda tem muito para nos satisfazer de acordo com as melhores expetativas.

Tem sido perante os desafios da COVID-19, da invasão russa à Ucrânia, entre outros, que o Mundo, a Europa, Portugal, se tem conseguido distinguir com as máximas da solidariedade, da união, da determinação e, sobretudo, da resistência à teimosia de quem insiste em clamar por soluções impositivas, de culto à diferença e de incitação ao ódio e à violência.

A paz, não é apenas a ausência de um conflito. A paz é a presença da justiça.

Justiça para viver, escolher e ser feliz na diversidade, respeito e dignidade.

O mundo ainda tem muito a caminhar nesse sentido é certo. Mas assistindo aos inúmeros exemplos de tantos que dão o melhor de si, por vezes a própria vida, para garantir o futuro de quem os rodeia, ficamos preenchidos com a certeza de que todos podemos dar sempre um pouco mais para esta causa.

Do sofá ao telemóvel, de casa à rua, são múltiplas as oportunidades que temos de garantir que o futuro conta com a nossa marca positiva. Que se faz com a nossa vontade e que se escreve com a caligrafia de todos.

O futuro não pode deixar ninguém para trás nem pode colonizar os direitos de ninguém apenas porque sim.

Já é tempo de a Rússia se deixar de revanchismos. De aprender que não vive sozinha no mundo e que a Ucrânia tem direito a viver livre e de acordo com a vontade do seu povo. Não há nada mais importante para um país do que isso. E oxalá que assim o fosse de Belgorod a Vladivostok, na Rússia, tal como é e deve continuar a ser de Uzhhorod a Kharkiv, na Ucrânia. Um país com direito a escolher e a viver em autodeterminação e soberania plenas.

Esta é a hora de respirar fundo e de alcançar a tranquilidade que precisamos para ganhar forças e conseguir tanto do muito que foi ficando adiado.

Esta é a hora de viver e avançar. Em paz, liberdade e felicidade. No mundo que querermos, no amanhã que ambicionamos para hoje, no futuro do futuro com que sonhamos.

Slava Ukraini!

 

*Fábio Pinto

Coordenador do Grupo do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia da Guarda

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