A reflexão à construção de um país melhor

A reflexão à construção de um país melhor

Vivemos tempos em que a reflexão é deveras importante. As mudanças têm trazido novas formas de viver, de conviver e de trabalhar e exigem, desde logo, renovadas formas de repensar o nosso país e os nossos territórios. Prestar atenção a este nosso redor, impõe-se! Reflectir sobre os nossos anseios e o nosso papel na construção de um país mais justo e coeso também tem de ser equacionado.

Portugal tem os seus dias de existência, enquanto nação valente e imortal, marcados por uma série de problemas que terão, forçosamente, de ser encarados de frente, com vigor e com determinação, com audácia política e inovação, com reorganização e adaptação dos serviços da administração do estado, com alento, apoio e estímulo ao tecido empresarial, e com a reversão de actuais paradigmais que têm evidenciado um país cheio de vulnerabilidades.

Somos parte de um país que vive sobre a nefasta chancela duma dívida pública muito elevada, e onde grande parte do tecido empresarial nacional está descapitalizado. A debilidade do crescimento económico, motivado por uma estrutura económica pouco diversificada, com ausência de investimento e, muito preocupante, uma baixa produtividade (comparativamente aos demais países da Europa) e uma fiscalidade elevada, também não nos deixam numa condição de grande auspício. A par disso, não temos granjeado a capacidade de inverter a tendência de importar produtos e serviços de alto valor acrescentado, procurando assim reverter através da produção de tais produtos e serviços, o que seria claramente possível já que temos potencial humano e temos recursos que nos diferenciam.

Por tudo isto, a tal reflexão que se impõe exige muita responsabilidade e deve ter o foco muito bem definido na estratégia. Estamos na iminência de eleições autárquicas, aquelas que ditam a eleição de quem, ao nível local, nos há-de representar e conduzir os desígnios dos nossos territórios. Espera-se que os(as) melhores sejam os(as) escolhidos(as), com base no bom senso do eleitorado e na vontade em progredir. O exercício do poder local, de forma estratégica, justa e cooperante, num estado democrático como o nosso, reveste-se de suma importância para o bem da nação.

Dos autarcas também se espera que sejam parte activa na reivindicação e no combate a um país que tem esmorecido na desigualdade territorial e na desvalorização do potencial humano. Os(as) próximos(as) eleitos(as) deverão ter esse perfil de obreiros de uma causa tão nobre como esta.

Claro que abordar o eficiente funcionamento do estado democrático passa, obviamente, por entender que o mesmo significa clamar por um estado de direito em que a justiça funcione efectivamente e que não deixa prescrever crimes ou sanções, numa perspectiva de promover uma conduta louvável de quem exerce os diferentes poderes organizativos, em prol duma cidadania activa e responsável.

Criar condições para o crescimento do país, parte também de promover esse debate e essa abertura a integrar todos os portugueses e portuguesas num projecto de âmbito nacional para a valorização de Portugal. Esse é também um dos feitos de Abril e essa é, sem sombra de dúvida, uma manifestação da liberdade de um país democrático.

Nesse sentido, o investimento na educação, na qualificação e na promoção do talento da nossa massa crítica é orientar o país para uma resposta urgente face a uma revolução que está a atingir as economias mundiais – a digitalização e o ciberespaço. Convém recordar que não há digitalização sem essa formação de talento. E, também, não menos importante, que esse mesmo investimento vai ficar associado a efeitos multiplicadores na economia do país.

O investimento em I&D por parte das empresas portuguesas tem de ser uma aposta consolidada e que poderá ter positivas repercussões ao nível do actual paradigma da descapitalização do tecido empresarial. Um país inovador é um país que progride! Porém, essa propensão para inovar terá de estar fortemente dependente de uma renovação das estruturas de gestão, que se associe a objectivos mais ambiciosos para aumentar a produtividade e reforçar a competitividade.

Olhar ao problema e responder aos desafios será, certamente, o foco para as soluções e a oportunidade para o nosso país, com tanto potencial, vingar!

Hoje e sempre, com alma até Almeida, que os valores de Abril nos permitam renovar a esperança num país que estará na senda do desenvolvimento europeu.

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