editorial

Portas do Sol e a cultura pós-pandemia

A batalha contra a Covid ainda não acabou, mas o festival mostrou que é possível a retoma das atividades culturais na região

Portas do Sol e a cultura pós-pandemia

As artes estão entre as atividades mais prejudicadas pela pandemia da Covid-19 não só em Portugal, mas em todo o mundo. As artes que envolvem espetáculos com público como teatro, dança e música tiveram as suas atividades quase que inteiramente interrompidas durante o período da quarentena.

A retoma às atividades culturais com público ainda é um desafio. A pandemia da Covid-19 continua, as vacinas ainda estão em fase de testes e o distanciamento social permanece obrigatório. Diante deste cenário, os grupos e equipas de teatro, dança e outras artes precisaram reinventar-se para conseguir trabalhar.

O Festival Portas do Sol, realizado no último fim de semana na Covilhã, foi desafiante. Mais do que trazer o teatro e a dança de volta, a organização do evento precisou de fazer sérias adaptações para promover um festival pelas ruas do Centro Histórico.

O bom público nos espetáculos mostraram que as artes continuam vivas após a quarentena, no meio da pandemia. Com distanciamento social, controlo do público, máscaras, a população mostrou que deseja prestigiar as artes, que quer estar presente nos eventos culturais.

Antes do Portas do Sol, já tivemos ações culturais na Covilhã, Guarda, Fundão, Belmonte. Vamos ter uma ação das Aldeias Históricas no próximo sábado (12) em Linhares da Beiras. E até mesmo o Festival da Cherovia irá ocorrer, mesmo sendo online quase todas as suas atividades.

A tempestade da Covid veio e ainda não foi embora. Mas as artes sobreviveram. As artes respiram e aos poucos retomam o seu espaço na região. Ainda sem a força que muitos eventos tinham noutros verões, mas definitivamente é um ótimo sinal.

As artes são essenciais para as comunidades. Em tempo de pandemia, mostram-se ainda mais importantes, mesmo com todas as dificuldades para serem realizadas.

Redação Viva Serra

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