Uma ode ao outono

24 de Setembro de 2020

Por Giovanni Ramos

Quem já estudou na Universidade da Beira Interior sabe: o Passeio dos Filósofos é o melhor espaço da UBI. Aquele caminho entre a Biblioteca e a Parada mantém a paz mesmo nos dias mais agitados da Universidade. O Passeio dos Filósofos é também uma espécie de indicador das estações do ano.

Se no verão, o sol que bate ali faz o estudante que sai da FAL (Faculdade de Artes e Letras) desistir de estudar ao chegar na Biblioteca, é no Passeio que temos o cair das folhas, o mais famoso clichê do outono. E foi ao passar por ali, na segunda-feira (21), que a mensagem foi transmitida. O verão acabou.

FOTO: Giovanni Ramos / Viva Serra

Sim, caro leitor, esta crónica é uma ode ao outono. Uma mensagem de celebração do fim do verão de um cronista que detesta as altas temperaturas e aguarda ansiosamente o mês de setembro para comemorar o desligar dos ventiladores.

A chuva ainda não chegou para ficar por semanas. A ventania que bate sobre a Serra da Estrela e faz muitos estudantes da UBI não quererem sair das suas residências de Santo António também não. E aquele calor que faz o cronista rezar para Willis Carrier, o criador do ar condicionado, também não nos pertence mais.

Outono é meia estação, temperaturas medianas, um equilíbrio entre o sol e a chuva. O outono é a chegada do mar de névoa da Covilhã, das mais belas paisagens do cair das folhas. Ainda temos luz e a ainda podemos usar as esplanadas, mas é possível ficar dentro dos cafés sem ar condicionado.

Castanhas, jeropiga e a sensação maravilhosa que expor-se ao sol sem que ele nos derreta. Melhor que saber que o outono chegou pelo calendário é saber que o outono chegou pelas ruas. O clima já é outro, as cores já são outras.

Sim, o outono deste ano não será como os anteriores, por causa da pandemia. Mas vamos, nesta crónica, esquecer um pouco isso e apenas celebrar os 18 graus….