Covilhã concessiona transportes urbanos à Transdev

Covilhã concessiona transportes urbanos à Transdev

A Assembleia Municipal da Covilhã aprovou por maioria a concessão dos transportes urbanos e restantes meios de mobilidade à empresa Transdev, no valor global de nove milhões e 170 mil euros.

O contrato prevê que a multinacional implemente o novo sistema integrado de mobilidade, que inclui os transportes urbanos, bem como a gestão de elevadores e funiculares da cidade e meios de mobilidade suave (bicicletas elétricas e trotinetes), além do estacionamento pago à superfície e dos parques de estacionamento.

A concessão tem um período de dez anos e prevê o pagamento por parte do município de uma verba anual de um milhão e 56 mil euros e de 950.820 euros nos anos seguintes, chegando ao valor global de nove milhões e 170 mil euros, no conjunto dos dez anos.

O valor foi fixado no âmbito do concurso público internacional que foi lançado em abril de 2020 e que começou por ficar deserto, obrigando a câmara a aumentar o preço global em cerca de um milhão e 200 mil euros e a prolongar o prazo.

As alterações foram justificadas com as mudanças verificadas no mercado dos transportes devido à pandemia de covid-19, sendo que, após as novas condições, o concurso acabou por contar com oito propostas, tendo sido escolhida a da Transdev.

“Trata-se de uma concessão abrangente e não de meros autocarros, como era até aqui”, frisou o presidente da Câmara, Vítor Pereira (PS), ao abordar o assunto na última sexta-feira, na reunião do executivo.

O autarca sublinhou que a concessão inclui passes gratuitos para os estudantes do concelho até ao 12.º ano , bem como passes específicos para alunos da Universidade da Beira Interior, que optem por se recensear na Covilhã, além de descontos no estacionamento para residentes.

A tudo isto acrescem ainda duas ligações diárias para as Penhas da Saúde, referiu Vítor Pereira.

Argumentos que, todavia, não convenceram totalmente a oposição, designadamente a CDU que considerou estar perante uma parceria público-privada e voltou a defender que a melhor opção passaria por criar uma empresa pública municipal de mobilidade.

Pela voz de Vítor Reis Silva, a CDU mostrou-se preocupada com as “alegadas desconformidades” que foram apontadas por outros concorrentes e manifestou preocupação com o “monopólio” que considera que a empresa já tem na região.

João Vasco Caldeira (CDS) disse que só houve concorrentes porque o preço foi alterado e defendeu que deveria ter existido capacidade negocial da câmara para conseguir “um melhor preço”, principalmente numa altura em que várias operadoras de transporte têm os autocarros parados devido à pandemia.

Pelo movimento “De Novo Covilhã, Luís Fiadeiro explicou a abstenção dos eleitos deste grupo municipal com o facto de considerarem que o plano de transportes tinha mesmo de ser revisto e também por considerarem que as “pequenas dúvidas” (como a concretização das ciclovias numa cidade de montanha) não põem em causa a essência do plano.

Já Catarina Mendes (PS) classificou o desfecho deste processo como “uma vitória” do executivo e que vem dar uma resposta aos mais céticos e críticos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *