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Cidades criativas da Unesco apoiam candidatura da Covilhã

Conferência discutiu experiências e projetos

Cidades criativas da Unesco apoiam candidatura da Covilhã
FOTO: Giovanni Ramos / Viva Serra

Como é que as cidades portuguesas que ganharam o título de cidades criativas da Unesco podem contribuir na candidatura da Covilhã, a cidade criativa do design em 2021? Este foi um dos objetivos de uma conferência realizada na semana passada, durante o Festival Portas do Sol.

Representantes de seis das sete cidades portuguesas que têm o título estiveram na Covilhã para contar um pouco das suas experiências. A conferência foi realizada no miradouro das Portas do Sol e foi coordenado pela vereadora da Cultura da Covilhã, Regina Gouveia e pelo professor da UBI Francisco Paiva, que coordena a candidatura da cidade.

O Secretário-executivo da Comissão Nacional da Unesco, Sérgio Gorjão explicou que o programa cidades criativas tem como objetivo estimular a indústria criativa no mundo inteiro, com projetos que envolvam toda a sociedade.

O programa existe desde 2004 e, hoje, abrange 246 municípios do mundo, sendo sete em Portugal: Amarante, Barcelos, Braga, Caldas da Rainha, Idanha-a-nova, Leiria e Óbidos. Em 2021, além da Covilhã, outros oito concelhos portugueses irão candidatar-se ao programa.

Experiências

O representante de Idanha-a-Nova, Paulo Longo contou sobre o desafio de uma vila de 10 mil habitantes ser eleita cidade criativa. “Uma população onde a maioria vive numa área rural, são poucos habitantes, o que é um problema de grande escala. Mostramos que é possível, somos cidade criativa da música com projetos que vão além da música tradicional”, comentou.

Joana Miranda, responsável pelo programa de Braga, capital da cultura em media arts, iniciou a sua intervenção mostrando apoio à candidatura da Covilhã. Destacou que Braga é agora candidata a Capital Europeia da Cultura em 2027 e que um programa desta natureza vai muito além de promover um calendário de eventos, pois é fundamental a participação permanente da sociedade.

Para o professor Francisco Paiva, a nomeação de cidade criativa do Design pode significar um novo impulso para o desenvolvimento do concelho. “A Covilhã não absorve hoje os estudantes que vêm para a UBI. Precisamos de mais ações para manter as pessoas na cidade”, comentou.

A vereadora da cultura Drª Regina Gouveia aprovou a realização da conferência, reforçando que:

“Este foi mais um passo importante na nossa candidatura. Neste momento simbólico, pudemos conhecer as experiências de cidades que já foram candidatas em áreas diferentes. Saíram desta conferência conteúdos extremamente úteis, que nos apoiam e motivam para alcançar o sucesso da nossa candidatura”.

Giovanni Ramos

Pesquisador de media regionais, atua no jornalismo desde 2005. E-mail: web@redevivacidade.com