Autárquicas: Jorge Mendes preocupado com preços da água no concelho da Guarda

Autárquicas: Jorge Mendes preocupado com preços da água no concelho da Guarda

O candidato do BE à presidência da Câmara da Guarda, Jorge Mendes, defendeu hoje que a autarquia deve aderir “rapidamente” à tarifa social da água automática, para beneficiar as famílias mais desfavorecidas do concelho.

“O BE tem defendido ao longo de toda esta campanha, e antes da campanha eleitoral, que a Câmara [Municipal] da Guarda deve rapidamente aderir, como muitas outras Câmaras, à tarifa social da água automática”, afirmou hoje o candidato.

Segundo Jorge Mendes, na atual situação, como a autarquia da cidade mais alta do país não aderiu a esta medida, isso “significa que cerca de 2.100 famílias que têm fracos rendimentos”, que não fizeram qualquer pedido burocrático, “e que teriam direito a esta redução, o não têm”.

“Nós [município da Guarda] estamos a prejudicar gravemente pessoas que têm muitas dificuldades económicas e que iriam beneficiar se esta tarifa social da água fosse aplicada automaticamente, como é feito já com a questão da energia”, defendeu.

O cabeça de lista do BE disse tratar-se de uma situação “grave” e explicou não compreender a atitude da autarquia da Guarda, atualmente presidida pelo social-democrata Carlos Chaves Monteiro.

Jorge Mendes também se mostrou preocupado com “o caminho que se está a seguir” em relação à privatização ao setor da água, o que leva a que, no concelho da Guarda, a água seja “extremamente cara”.

O candidato disse recear que após as eleições autárquicas, devido à dívida da autarquia à Águas de Portugal, cujo valor real se desconhece, embora “uns falem em 20 milhões e outros em 34 milhões de euros”, o preço da água possa aumentar no concelho.

Ainda em relação à dívida do município à Águas de Portugal, vaticinou que caso a mesma seja decretada pelo tribunal, pelos valores em causa, será “uma bomba que vai cair sobre a Câmara da Guarda” e, “em última análise”, sobre os consumidores.

Por isso, Jorge Mendes defendeu que, no futuro, o processo do abastecimento de água e de saneamento “deve ser repensado”.

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