Autárquicas Castelo Branco: BE quer revitalizar imóveis devolutos para transformar em alojamento local

Autárquicas Castelo Branco: BE quer revitalizar imóveis devolutos para transformar em alojamento local

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Castelo Branco, Margarida Paredes, disse ontem que quer promover a criação de habitações de alojamento local nas freguesias, através da requalificação de casas abandonadas, para revitalizar o turismo.

“Se soubermos oferecer um turismo mais sustentável e aumentarmos os recursos nas freguesias poderemos inverter os dados que apontam a redução de turistas no concelho”, afirmou a cabeça de lista do BE.

Margarida Paredes relembra que no último censo o concelho de Castelo Branco perdeu quase 4.000 pessoas numa década, “a maior parte nas freguesias”.

“O que é mau para o concelho pode-se tornar atrativo para o turismo. O interior despovoado é rico em natureza, património cultural, histórico, arqueológico e em tranquilidade. Nas cidades há muita gente a ansiar pelo Interior”, frisou.

A candidata do BE sublinha que em julho, foi aprovado no parlamento o projeto da Grande Ecovia do Tejo, “uma rota única e estruturante de turismo da natureza” que irá ligar as vias cicláveis e pedestres existentes, com outros percursos que serão criados ao longo do rio Tejo, desde Espanha até Lisboa.

“Em Castelo Branco, a realização do projeto passa pela criação de novos percursos, pela interligação dos já existentes, e pela extensão destes à fronteira espanhola e pode ser financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e pelo Investimento Verde do Fundo Europeu”, sustentou.

Margarida Paredes refere que, caso vença as eleições, a “autarquia promoverá a criação de habitações de alojamento local em cada freguesia através da requalificação de casas abandonadas”.

Esta é uma forma de fazer com que a Grande Ecovia do Tejo “traga benefícios sociais e económicos às populações da região [Castelo Branco]”.

“Ao serem criadas ligações pedestres e cicláveis nas freguesias próximas do Tejo, isto também vai atrair praticantes de canoagem, caminhadas, ‘trail’, orientação, BTT e geocaching”, vincou.

A candidata do BE realça ainda que os novos turistas “são nómadas digitais”, pelo que as freguesias “terão que estar conectadas à rede 4G ou 5G da Internet para fazerem parte do mundo global”.

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