A cidade dos elevadores avariados 2

16 de Setembro de 2020

Por Giovanni Ramos

Vitrúvio. Engenheiro da Roma Antiga, que viveu no século I a.C., que teve a genial ideia de projetar uma plataforma que transportasse pessoas através de uma cabine vertical. Sim, estou a falar do elevador, uma criação que todo morador da Covilhã agradecia todos os dias, sobretudo no verão. Agradecia…

Sim, caro leitor, esta é mais uma crónica deste estudante de doutorado em Comunicação sobre os elevadores avariados na Covilhã. A primeira crónica sobre isso foi publicada há um ano, quando então Viva Covilhã era uma página recém-lançada.

Volto ao tema não para celebrar um ano da crónica, mas para lamentar a terrível maldição que caiu sobre ela. À época, tínhamos dois elevadores a funcionar (Jardim e Goldra) e dois avariados (Santo André e São João). Éramos felizes e não sabíamos. Desde então, a coisa só piorou.

O elevador do Jardim funcionou com alguma regularidade, assim como o Goldra. O São João parecia o meu time de futebol no Brasil, o Vasco, que quando você passar a acreditar que tudo vai dar certo, ele te decepciona novamente.

O elevador de Santo André. Bom..esse ficou na saudade (não na rua). Nunca mais funcionou. Uma espécie de praxe permanente para todos os estudantes da UBI que querem ir ao Centro Histórico.

O Viva divulgou os projetos de mobilidade da Câmara da Covilhã, a tal história de integrar com o transporte público, estacionamentos. Eis que veio a pandemia e, por segurança, todos os elevadores foram desativados.

Chegou o verão e nesse período eles nunca funcionam, mesmo. Agora, com a retoma das aulas, a esperança de alívio na hora de ir para casa com sacos de supermercados esvaziou-se com a subida de casos da Covid-19. Novamente não é prudente deixar eles a funcionar.

Nunca mais vou reclamar quando apenas um elevador estiver a funcionar. Enquanto isso, continuo a subir a Rua do Rodrigo com sacos e sacos de supermercado.