Opinião

2021 – Uma nova etapa para o Estrela Geopark Mundial da UNESCO

Tal como já temos referido em textos anteriores neste espaço, a Classificação pela UNESCO em

2021 – Uma nova etapa para o Estrela Geopark Mundial da UNESCO

Tal como já temos referido em textos anteriores neste espaço, a Classificação pela UNESCO em julho do ano passado constitui para a Estrela um cem número de oportunidades, afirmando-a como uma referência patrimonial, no contexto nacional, mas também internacional. Contudo, esta classificação coloca-nos desafios importantes e, acima de tudo uma nova responsabilidade, para que em conjunto consigamos olhar para esta Montanha e vê-la para além das suas fronteiras geográficas.

Nesta perspetiva, 2021 marca efetivamente uma nova etapa do percurso deste Geopark Mundial da UNESCO, consumando-se durante os próximos 12 meses um conjunto de projetos e iniciativas que têm sido trabalhadas nos últimos anos e que têm agora a sua fase de concretização. Por isso, este primeiro ano enquanto território UNESCO é, verdadeiramente, um tempo de afirmação e de crescimento para este Geopark.

No plano internacional, procuraremos reforçar e afirmar o valor da serra da Estrela enquanto destino turístico, mas também laboratório cientiífico, atraindo cada vez mais um maior número de investigadores que procuram este Geopark como o foco das suas investigações. Para além desta evidência terão um desenvolvimento maior, as iniciativas de desenvolvimento sustentável em espaços de montanha, a promover no âmbito do projeto Highlands.3. Ainda neste contexto internacional será reforçada a partilha de boas práticas com diferentes Geoparks de todo o mundo, sobretudo nas áreas da Ciência, da Educação e da Sustentabilidade, ao abrigo de diversas iniciativas da UNESCO.

No contexto nacional, embora indissociável do primeiro, os próximos meses marcarão a concretização de iniciativas estratégicas fundamentais para o desenvolvimento do Estrela Geopark, tal como são exemplo a conclusão do GUIA (Guia de Utilização Interativa Aplicada ao Turismo) a ser lançado na primavera deste ano, a construção da Grande Rota do Estrela Geopark, que tem o início marcado para o primeiro trimestre deste ano ou a Candidatura da Estrela à Carta Europeia de Turismo Sustentável e à Certificação Starlight. Nos próximos meses serão ainda divulgados os quatro episódios da Websérie Documental “Estrela, um território em mudança” que retratará este Geopark como um território dinâmico, vivo e em constante mutação, feito de e para as suas populações.

Paralelamente, não nos podemos esquecer do trabalho contínuo que um Geopark Mundial da UNESCO deve ter em torno da valorização do seu património geológico, do aprofundamento do seu conhecimento científico, do trabalho educativo e de interpretação, assim como o da permanente promoção dos mais 2200km2 deste território UNESCO. Na verdade, esta nova etapa é sobretudo o início de um longo trabalho em prol do desenvolvimento da Estrela e das suas gentes. Neste contexto, torna-se fundamental que 2021 marque também um maior envolvimento com as comunidades locais, aproximando-as do dia-a-dia deste Geopark, mas acima de tudo promovendo um maior sentido de pertença e de orgulho de viver na Montanha de Portugal, reconhecida internacionalmente pelo excecional património que ostenta e pela história que é muito mais que um conjunto de factos cronológicos.

Perspetivar o ano que agora se inicia é um exercício de continuidade e de reconhecimento do imenso trabalho realizado, mas sobretudo do quanto ainda há para fazer nas mais diversas áreas, seja a Ciência, a Educação, o Turismo, a Geodiversidade ou a Comunicação. Em qualquer uma destas áreas a Estrela será em 2021, cada vez mais um território de Ciência, Cultura e Educação.

Redação